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:: A História
Nos idos de 1991, a situação para a qual estava sendo levada a Cinofilia Nacional vinha provocando apreensão e grande descontentamento entre os cinófilos atuantes.
Eram as constantes alterações no Estatuto da CBKC, alterações de regulamentos, o sistema de votação vigente permitia que as Federações e Clubes, com pouca ou nenhuma autonomia, sempre dependentes de recursos e benesses da Confederação, apenas comparecessem às eleições simplesmente para seus respectivos representantes "homologar" decisões já tomadas à revelia, pois, se assim não fosse, não poderiam mais contar com qualquer tipo de ajuda; a parte técnica da cinofilia estava sendo total e preocupantemente abandonada, com ações inconseqüentes que visavam sempre atender situações de momento, sem a necessária visão macro do problema.
Inúmeras tentativas foram feitas para apresentar todas as reivindicações necessárias para modificar o quadro e alcançar uma solução que resolvesse a grave crise em que estava sendo colocada a cinofilia.
Todas as tentativas de aproximação foram infrutíferas. Tornou-se, então, impossível permanecer sob tal sistema.
Resumidamente, portanto, podemos dizer que os motivos que levaram à criação da ACB em outubro de 1991 foram: em primeiro lugar, a forma discricionária, autoritária e ditatorial com que estava sendo conduzida, àquela época, o destino cinófilo nacional, tendo sido implantado um costume baseado numa autoridade que ameaçava todos com imposições e resoluções descabidas e que favorecia claramente as influências pessoais negativas; o segundo motivo, de grande e decisiva relevância, foi o total abandono e descaso pela parte técnica da cinofilia, desconsiderados que foram todos os programas sérios que vinham sendo desenvolvidos através de normas publicadas, cursos, seminários e reuniões técnicas, com enorme e irrecuperável prejuízo para a criação nacional de cães de raça pura.
Ambos os motivos, aliados a outros inúmeros fatos, ultrapassaram o limite suportável do bom senso e causando o descontentamento na maior parte da coletividade, provocaram uma tomada de posição dos principais clubes.
Todos, ou pelo menos a grande maioria, desejavam mudanças.
Mudanças que implicassem em correções de rumo, que significassem maior participação nos frutos dos sucessos e do progresso alcançados, que representassem fazer nossa cinofilia verdadeiramente admirada e respeitada, para que ocupasse o lugar que, de fato e de direito, merece ocupar.
Percebia-se, na época, uma tomada crescente de consciência por parte daqueles que atuavam mais ativamente na cinofilia, de que o desenvolvimento desta atividade necessitava de uma nova abordagem.
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