|
 |
| |
 |
:: A Evolução
Uma "nova era" tem sido o sonho dos homens, desde que se organizaram em sociedade.
A História, essa grande mestra da vida, nos ensina que o homem nunca se deu por plenamente satisfeito com o "status quo" e que essa insatisfação, quando negativamente canalizada, tem sido responsável por grandes conflitos e desavenças; ao contrário, quando canalizada de forma harmônica e construtiva em torno de um ideal comum, tem sido responsável por grandes conquistas e por grandes civilizações que se ergueram com as pedras e a argamassa do desprendimento, do interesse e do esforço de todos.
Inserida nesse quadro, da mesma forma a nossa cinofilia vivia o momento mais peculiar de toda a sua história.
Nunca os cinófilos estiveram tão unidos em torno de novos valores; nunca estiveram tão presentes a consciência, a organização e a mobilização.
Assim nasceu a ACB, fruto da intransigibilidade de uns poucos e do idealismo de muitos daqueles que sempre lutaram por uma cinofilia participativa, técnica, transparente, de absoluta seriedade e honestidade de propósitos, sem permitir qualquer tipo de concessão.
Num primeiro momento a ACB foi criada por clubes da grandeza e da envergadura do BKC, KCP, KCABC KC de Campos, KCEMG, PKC, KCES, entre outros, responsáveis por 54.43% dos registros nacionais (31.242 num total de 57.390, segundo o relatório anual da CBKC do ano de 1990).
Logo a seguir e quase que instantaneamente, outros clubes brasileiros aderiram ao movimento de idealismo, o que aumentou significativamente a participação nos registros.
Quanto aos Árbitros, cerca de 67,48% deles (83 num total de 123, segundo a mesma fonte) se pronunciaram favoravelmente à criação da ACB e imediatamente se incorporaram ao Quadro de Árbitros da ACB.
Sabiam todos, naquela ocasião, das dificuldades que enfrentariam ao incorporar-se a um novo sistema, renunciando, talvez, algumas facilidades, reformulando alguns valores individuais, prejudicando, em parte, um planejamento pessoal que tinham em mente executar.
Enfim, estavam todos, sem exceção, cientes que a cisão inegavelmente acarretaria sérias dificuldades e um caminho espinhoso a percorrer, ao mesmo tempo que criaria deveres de lealdade e obrigações éticas para cada um. Contudo, tinham absoluta e irrestrita convicção que seria um mal necessário ao soerguimento de uma Cinofilia que ameaçava desabar pelos desmandos do grupo que mantinha o controle da situação.
A ACB, portanto, nasceu muito bem, de um parto rápido e normal, e sua infância e adolescência transcorreram em absoluta paz, correção, lealdade, transparência, decência e firmeza de propósitos.
Procurou sempre pautar atitudes com total independência, sem discriminar ou se preocupar com o outro sistema, pois sempre entendeu que havia, e ainda há, espaço no cenário brasileiro para uma convivência pacífica, cada sistema aceitando a existência do outro.
|
 |
|
|