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| Detalhe da Raça :AMERICAN PIT BULL TERRIER |
PADRÃO DA RAÇA AMERICAN PIT BULL TERRIER
Agosto de 2002
HISTÓRICO: Nos idos de 1630 encontramos pela primeira vez referência sobre o termo bulldog que designava os cães usados no “esporte” denominado bull running, onde dois ou mais cases era instigados para atacar e derrubar um boi solto num pasto ou, de vez em quando em arenas fechadas. Por ser considerado muito perigoso para o público, este esporte foi substituído por outro tão ou mais cruel, o bull baiting , onde o boi ficava amarrado e os cães rastejava em sua direção. O boi se defendia tentando enfiar os chifres em baixo do cão, para joga-lo bem alto, para que se machucasse na aterrissagem; o cão, por sua vez, tentava agarrar as narinas do boi, considerado o lugar mais sensível e, quando conseguia, não largava mais, sendo necessário enfiar-se uma cunha afiada na boca do cão para abri-la, ou cortar-se pedaço das narinas do boi.
Em 1835, na Inglaterra, todas as brigas de animais foram proibidas, o que fez co que as brigas só de cães ganhassem grande impulso, porque, necessitando de menor espaço, era mais fácil realiza-las clandestinamente. A proibição também provocou queda no preço de comercialização dos bulldogs, forçando seus proprietários, normalmente da classe média e da classe alta, a se dedicar a criação de cães de exposição.
No começo do século XIX, para obter cães de briga mais ágeis que eram usados nas rinhas contra ratos, gambás e até macacos, criadores ingleses resolveram cruzar os bulldogs com os terriers, cujo resultado foi chamado de bull and terrier. Para os EUA foram levados tanto o bulldog quanto o bull and terrier que, inevitavelmente passaram a cruzar entre eles.
Em 1898 foi fundado o United Kennel Club (UKC), que começou a registrar o bulldog de briga com o nome de pit bull terrier , também conhecido por vários outros nomes, tais como yankee terrier, bulldog pit bull dog,dog, pit dog, american bull terrier, staffordshire terrier. O fundador do UKC, Mr. C.Z.Bennet efetuou, em 1898, o primeiro registro desta raça, o animal de sua propriedade Bennet’s Ring.
No final da década de 1920, um grupo de criadores achou que a raça poderia ganhar mais popularidade e aceitação como cão de exposição. Por isso começaram a tentar o reconhecimento da raça na outra entidade americana, o American Kennel Club (AKC), que, ao contrário do UKC, naquela época já se dedicava e organizava exposições de beleza com reconhecimento internacional. Somente em 1936 a raça foi reconhecida pelo AKC, mas os cães lá registrados não podiam ser usados em rinhas. O nome também teve que ser mudado e a raça passou a ser chamada de american staffordshire terrier. Como modelo para o padrão oficial desta raça foi usado um pit bull de criador John Prichard Colby.
Durante muitos anos não havia diferença entre as duas raças: o mesmo cão era registrado numa entidade como american pit bull terrier e na outra como american staffordshire terrier.. Com o passar do tempo e exigências de criação, embora ainda muito pequenas, foram estabelecidas algumas diferenças entre as raças AST e o APBT, que permanecem até hoje.
PAIS DE ORIGEM: Estados Unidos da América.
APARÊNCIA GERAL: O APTB é um cão de porte médio, com uma constituição física bem sólida e musculatura bem definida, demonstrando se poderosa e atlética. O corpo deve ter o comprimento da cernelha ao chão igual ao comprimento da cernelha à ponta do ísquio. As fêmeas podem ser um pouco mais longas. Deve aparentar muita força para seu tamanho. O comprimento dos anteriores medido da ponta do cotovelo ao chão é aproximadamente igual à metade da altura do cão medida da cernelha ao chão.
Peito profundo até a altura dos cotovelos e largo o suficiente para manter os cotovelos junto ao corpo e os aprumos dianteiros perfeitamente perpendiculares. Não deve parecer pernalta ou atarracado.
Cabeça de tamanho médio, bem seca, sem rugas ou pele solta, com o crânio largo e plano e focinho largo e profundo. Vista de lado as linhas superiores do focinho e do crânio são retas e paralelas, separadas por u stop bem definido.
Orelhas de inserção alta podendo ser amputadas ou não.
Cauda grossa na raiz e afinando para a ponta, de inserção da continuação da linha do dorso, portada baixa e de comprimento até a ponta do jarrete.
Pelagem lustrosa e curta, admitindo-se várias cores e marcações.
Além destes atributos o APBT deve possuir refinamento, porte e dignidade, sendo considerados desvios graves os machos efeminados e as fêmeas masculinizadas.
CARACTERÍSTICAS: A característica essencial do APBT é a impressão de força, aliada ao porte musculoso e atlético. É um cão robusto tanto física como psiquicamente que se adapta muito bem a situações desconhecidas. Um bom APBT não é nervoso, nem agressivo, nem anti-social. É um excelente companheiro para a família, sendo muito notada a sua devoção com as crianças. Embora persistente e determinado, é um cão que costuma trabalhar junto com seu dono, de quem depende muito, característica esta que não faz do APBT um cão de guarda que deve ser bastante independente e agir por conta própria. Por ser um cão muito sensível, requer um dono capaz de socializa-lo e treinar sua obediência com carinho e compreensão.
A agilidade natural da raça, sua determinação, sua inteligência, sua intransigência e sua estrutura muscular, fazem com que o APBT tenha sucesso em várias tarefas competitivas, tais como agility, hang time contest (ou “pendura”), weightt pulling (“ou prova de tração”), escalada (em árvores, principalmente) e cabo de guerra, entre outras.
O comportamento agressivo com os humanos não é característico da raça e é altamente indesejável devendo ser coibido com veemência. A agressividade com outros cães só é aceitável se o cão for ameaçado, instigado, atiçado ou provocado.
CABEÇA: A cabeça do APBT é única e elemento característico da raça. É de tamanho médio, larga, dando a impressão de grande poder. É de tamanho médio, larga, dando a impressão de grande poder. É bem esculpida, misturando força e elegância, seca sem pele solta, sem ser desproporcional ao tamanho do corpo. Vista de frente o seu formato é de uma cunha larga; vista de lado as linhas superiores do crânio corresponde a 3/5 e o do focinho a 2/5 do comprimento total da cabeça, medido da ponta da trufa o occipital. Arco supra-orbital é definido, mas não pronunciado.
CRÂNIO: é grande e plano, achatado no topo e ligeiramente mais largo entre as orelhas, com occipital pouco proeminente. Visto de cima aparenta um tronco de cone reduzindo suavemente sua largura na direção do stop. Possui um sulco médio relativamente marcado, que diminui sua profundidade à medida que se aproxima do occipital, onde acaba praticamente imperceptível. Os músculos da face são proeminentes e livres de rugas.Quando o cão está concentrado formam-se rugas na testa, que dão ao APBT uma expressão única de vivacidade e atenção.
FALTAS GRAVES: crânio arredondado ou de maçã; ausência de stop; falta de paralelismo crânio/focinho; pele solta; rugas em excesso.
FOCINHO: é largo e profundo, com uma ligeira conicidade a partir do stop em direção ao nariz, e uma suave caída abaixo dos olhos. O comprimento do focinho, medido da ponta da trufa ao stop, é menor que o comprimento do crânio, medido do stop ao occipital, numa relação aproximada de 2:3. A linha superior é reta, a mandíbula inferior é bem desenvolvida, ampla e profunda. Os lábios devem ser secos e bem aderentes, sem apresentar frouxidão.
FALTAS GRAVES: focinho pontudo (snippy), romano (roman nose) ou de prato (dish plate); lábios frouxos; mandíbula inferior fraca (pouco queixo).
DENTES: dentição completa e bem nivelada, com mordedura em tesoura.
FALTAS: ausência de dentes (não se aplica a dentes comprovadamente retirados por um Medico Veterinário); dentes desalinhados.
FALTAS GRAVES: mordedura em torquês; torção de mandíbula.
DESQUALIFICAÇÕES: prognatismo e retrognatismo.
NARIZ (Trufa): grande, com cavidades nasais bem abertas. Todas as cores são aceitas para a trufa, sendo o nariz cor de carne chamado de “red nose” o que não caracteriza uma variedade da raça.
FALTAS GRAVES: nariz despigmentado; nariz com manchas; nariz rachado.
OLHOS: de tamanho moderado, com formato indo do arredondado ao amendoado, de inserção baixa e colocados bem separados. Todas as cores são igualmente aceitas, exceto o azul, mas devem ser o mais escuro possível e de adequar à cor da pelagem e marcações.
FALTAS GRAVES: olhos salientes ou saltados; terceira pálpebra visível.
DESQUALIFICAÇÕES: olhos azuis ou louçados; olhos de cores diferentes.
ORELHAS: de pontas arredondadas, estreitas e lisas, de inserção alta, curtas e portadas lateralmente. A base é dobrada sobre seu eixo, fazendo uma flexão ao comprido, havendo outra dobradura no sentido transversal, um pouco adiante da primeira (na altura do primeiro terço). As dobras internas são dirigidas para trás e a borda superior curvada para fora e para trás, deixando a mostra uma parte considerável do interior do lóbulo. Quando em atenção somente o primeiro terço se eleva e o restante do curo pende inerte para os lados e para fora. A orelha em rosa é uma característica ancestral da raça. Admitem-se orelhas operadas, que devem ser mantidas eretas. No entanto, se na criação quisermos evitar as orelhas caídas, que são atípicas, o corte atrapalha a seleção, porque não se pode ver o tipo de orelha que o provável exemplar reprodutor realmente tem e que pode transmitir a seus descendentes.
FALTAS GRAVES: orelhas caídas; orelhas naturalmente retas ou achatadas.
PESCOÇO: de comprimento médio, musculoso, ligeiramente arqueado e alargando gradualmente a partir da ba se do crânio até a junção com os ombros. A pele na garganta é aderente sem formação de barbelas.
FALTAS: pescoço curto e grosso, fino ou fraco: pescoço de ovelha ou muito arqueado; barbelas.
MEMBROS ANTERIORES: as escápulas são longas e largas, os ombros musculosos e colocados bem atrás. O comprimento do úmero é aproximadamente igual ao da escápula e se junta a esta num ângulo aparentemente reto. Os braços são fortes e musculosos. Os cotovelos se posicionam junto ao corpo e distantes do chão numa distância igual à metade da altura do cão na cernelha. Vistas de frente os anteriores estão colocados moderadamente separados e perpendiculares ao chão. Metacarpos curtos, poderosos, retos e flexíveis e, quando vistos de lado, estão quase na vertical.
FALTAS: ombros soltos, pesados ou carregados; cotovelos virados para fora ou para dentro;metacarpos cedidos e arriados; pernas arqueadas; pisando para fora ou para dentro; mão francesa.
CORPO: PEITO profundo alcançando os cotovelos, bem cheio e moderadamente largo, com bastante espaço para pulmões e coração. Não deve nunca ser mais largo do que profundo. O esterno é pouco proeminente, não devendo se estender muito além da ponta do ombro. COSTELAS bem arqueadas e estendendo-se bem para trás, achatando-se na parte inferior da caixa torácica para formar a profundidade do peito. DORSO largo, musculoso, forte e firme, praticamente paralelo ao chão, com linha superior ligeiramente descendente da cernelha para a garupa. LOMBO curto e musculoso mais estreito do que a região das costelas, ligeiramente arqueado e descendente em direção à garupa. VENTRE moderadamente recolhido (pouco esgalgado) e firme. GARUPA arredondada, forte e de largura em harmonia com o resto do corpo.
FALTAS: peito pouco profundo; peito estreito; costelas chatas ou em barril; dorso fraco ou acentuadamente descendente da cernelha para a garupa; dorso oscilante quando em movimentação; dorso selado ou carpeado; muito esgalgado; garupa caída, cedida ou reta.
MEMBROS POSTERIORES: devem ser fortes, musculosos e moderadamente largos. As ANCAS são bem cheias em ambos os lados da cauda e com boa profundidade. OSSOS e ANGULAÇÕES devem estar bem balanceados com os anteriores. JARRETES curtos, descidos e firmes, paralelos entre si, quando visto de trás, sem virar as pontas nem para dentro , nem para fora. COCHAS longas, grossas e bem desenvolvidas, MÚSCULOS visíveis, TARSOS curtos e praticamente verticais em relação ao chão.
FALTAS: posteriores estreitos, rasos ou arqueados; músculos não visíveis; pouca ou excessiva angulação de joelho; jarrete em foice; tarsos cedidos.
PÉS: devem ser redondos, bem arqueados e compactos, e proporcionais ao tamanho do cão; Almofadas plantares rígidas e espessas.
FALTAS: pés espalmados; pés de lebre; pés de gato; almofadas plantares rasas e fracas; dedos abertos ou sem curvatura.
CAUDA: deve ser implantada como uma continuação natural da linha do dorso. Grossa na raiz e afinando em direção à ponta. Comprimento máximo até os jarretes. Em situação normal ou quando o cão estiver relaxado, a cauda é portada baixa. Quando o cão estiver se movimentando, a cauda deverá estar preferivelmente na mesma linha do dorso. Quando o cão estive excitado, a cauda poderá estar mais levantada, mas jamais se curvando em direção ao dorso. Não deve ser cortada ou operada.
FALTAS GRAVES: cauda ultrapassando a ponta do jarrete; de inserção muito baixa; cauda retorcida ou em gancho.
DESQUALIFICAÇÕES: cauda dobrada, portada em curva acentuada ou deitada sobre o dorso; cauda amputada (total ou parcialmente) ou inexistente (bobbed tail)
PELAGEM: é curta, lisa e brilhante, bem aderente ao corpo e moderadamente dura ao toque. Qualquer cor, marcações ou combinações são aceitáveis.
FALTAS: pelagem rala, ondulada ou encrespada.
DESQUALIFICAÇÕES: pelagem longa.
PESO E ALTURA: o mais importante na análise da raça APBT é a correta proporcionalidade entre peso e altura, uma vez que se trata de animais musculosos e de muita agilidade. No entanto, é desejável para um macho adulto e em boas condições uma altura máxima na cernelha de 55 cm e um peso máximo de 30 kg. Para as fêmeas adultas e também em boas condições, é desejável uma altura máxima de 50cm e um peso máximo de 25 kg. Cães excedendo estes limites não serão penalizados a menos que sejam desproporcionalmente massudos, atarracados ou esguios.
FALTAS GRAVES: machos com aparência de fêmeas; fêmeas com aparência de machos.
MOVIMENTAÇÃO: o APBT se movimenta com uma atitude de confiança e determinação, transmitindo a impressão de estar esperando vislumbras, a qualquer instante, algo novo e excitante. Quando trota, o passo é sem esforço, suave, poderoso e bem coordenado, com bom alcance e boa propulsão. Na movimentação, a linha superior do dorso deve manter-se firme e praticamente paralela ao solo, sem apresentar flacidez ou oscilação lateral. Visto de qualquer posição, as pernas não devem girar para dentro ou para fora, nem cruzar ou interferir uma com a outra. Com o aumento da velocidade, a tendência natural é os pés se aproximarem da linha central do deslocamento, para compensar a alteração de posição do centro de gravidade.
FALTAS: pernas que não se movimentam no mesmo plano; sobrepasso; cruzamento anterior ou posterior; pernas muito próximas ou que se toquem; elevação excessiva dos anteriores; ação de hackney; andar de lado (caranguejo); passo curto ou picado; dorso flácido ou oscilante.
DESQUALIFICAÇÕES: Além das desqualificações gerais, tais como mono ou criptorquidismo, cegueira, surdez, albinismo, etc. as seguintes desqualificações específicas da raça:
- Prognatismo ou retrognatismo;
- Olhos azuis ou louçados; olhos de cores diferentes;
- Cauda dobrada, portada em curva acentuada ou deitada sobre o dorso.
- Cauda amputada (total ou parcialmente) ou inexistente (bobbed tail);
- Pelagem longa
OBS: Entende-se como desqualificações às faltas, anomalias ou defeitos previstos no padrão da raça, que provocam o afastamento definitivo do exemplar das pistas de julgamento e desaconselham sua utilização na criação e reprodução.
DESCLASSIFICAÇÕES:
- Qualquer cão que morder ou tentar morder o Árbitro, o apresentador ou qualquer pessoa presente na pista.
- Qualquer cão que agredir ou tentar agredir outro animal sem motivo justificável.
- Qualquer cão com feridas ou mancando.
- Fêmeas em adiantado estado de gestação.
- Cães apresentando qualquer tipo de doença ou erupções na pele serão apresentados ao veterinário para exame e, se assim for decidido, devem ser afastados da exposição.
1ª OBS: Entende-se como desclassificação como uma penalização temporária, que afasta o exemplar apenas da pista de julgamento onde ela ocorreu.
2ª OBS: As desclassificações devem ser explicitadas na Planilha de Julgamento.
3ª OBS: Qualquer cão que for desclassificado 03 vezes por agressão quer contra pessoas, quer contra outro cão, estará definitivamente proibido de se apresentar em exposições da ACB.
4ª OBS: Embora seja sempre indesejável, pode ser esperada alguma agressividade de um APBT, razão pela qual se recomenda que os apresentadores sejam capazes de controlar o temperamento do cão e que tenham força suficiente para conter e subjugar o animal no local de exposição. O Árbitro, se julgar que um apresentador não preenche os requisitos anteriormente descritos, pode solicitar sua substituição ou, na impossibilidade disto, retirar o animal de pista, para garantir a integridade física de todos. |
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